segunda-feira, 27 de maio de 2013

Sobre Roberto Civita e Anos Rebeldes

Saudações a todos!


    Nada como um post novo, com uns assuntos interessantes, pra começar a semana, não é mesmo?
    Começo falando um pouco a respeito de um dos assuntos que a mídia brasileira comentou quase que à exaustão neste domingo... Não, não, meus queridos! Sobre a saída do Neymar do futebol brasileiro para jogar em terras espanholas, acredito que existem pessoas bem mais conhecedoras das regras e dos meandros que regem o esporte trazido da Inglaterra (e atual paixão brasileira) e bem mais experientes para falar disso do que esta aprendiz de redatora-e-blogueira colorada convicta, cujos conhecimentos futebolísticos só se resumem ao fato de saber que existem 11 marmanjos de cada lado disputando a vez de enfiar uma única bola dentro de uma rede.
    O assunto a que me refiro é sobre a morte de um dos mais importantes barões da mídia brasileira, o Sr. Roberto Civita. Presidente do Grupo Abril, criador de várias revistas atualmente ainda em circulação, como Quatro Rodas (1960), Cláudia (1961), Realidade (1966), Exame (1967) e Veja (1968), sendo também editor-chefe desta última até praticamente o final da sua vida. Sobre este empresário admirado por vários profissionais da comunicação brasileira por conta de sua luta pela democracia e pela liberdade de expressão (ainda que por vias pra lá de duvidosas) e odiado por outro tanto de pessoas em virtude do seu posicionamento extremamente conservador e elitista, escancaradamente demonstrado pela linha editorial das publicações do Grupo Abril, apenas tenho a seguinte opinião neste momento: por mais escroque que o Sr. Civita tenha sido nesta vida, por piores que tenham sido suas atitudes pessoais e profissionais e por mais tendenciosos e intragáveis que sejam os produtos midiáticos e editoriais produzidos por sua holding... É inquestionável a contribuição que ele deu à imprensa deste país, produzindo importantes revistas que são referências nacionais para os mais diversos assuntos, como a Quatro Rodas, a Exame e a Cláudia, bem como a extinta Realidade, considerada uma das mais inovadoras revistas que a imprensa brasileira já viu, lá nos idos dos anos 60-70, em termos de jornalismo e design gráfico. E vamos combinar que não é qualquer pessoa que constrói uma trajetória tão significativa como essa, não é vero? 

Enfim, que o Sr. Roberto Civita descanse em paz no mundo espiritual, amém... 
Porque aqui na Terra o pessoal vai continuar descendo o sarrafo na Veja mesmo! 
     
    E em tempos de começo de outra novela das 9 no horário nobre... A qual estou impossibilitada de acompanhar por conta das aulas da faculdade no Instituto de Artes da UFRGS, resta-me apenas acompanhar o começo de outra boa novela (tá, não é bem assim uma novela, mas uma minissérie) no canal Viva: a reprise de Anos Rebeldes, uma das melhores minisséries que a TV Globo já produziu. Com uma história ambientada nos anos de 1964 aos anos 70, que foram os anos de ditadura militar no Brasil, o enredo traz à tona os vários acontecimentos históricos e culturais que aconteceram no país durante aquela bela e triste época, sob a visão de um jovem e apaixonado casalzinho formado por um rapaz idealista e uma moça, digamos assim, individualista; apesar das diferenças de opinião e visão de mundo que eles tinham entre si (ele, ativista do Movimento Estudantil e ela, apenas uma jovem querendo apenas cuidar de sua vida e ficar o mais longe possível de encrenca), os dois personagens tinham um amor tão profundo um pelo outro que nem mesmo a separação causada pelo fato deles acabarem trilhando caminhos diferentes na vida foi capaz de apagar do coração de ambos. E como fã ardorosa da minissérie que sou, posso dizer que toda o enredo de Anos Rebeldes fala de amor, de um jeito ou de outro: seja o amor romântico (Eros) que existe entre os casais da trama, o amor fraternal e idealístico (Ágape) pela Pátria, pelos excluídos e/ou pela Humanidade, movido pelo qual os estudantes e ativistas da época lutaram contra a opressão e as arbitrariedades do regime militar ou o amor pela cultura e pela busca do conhecimento (Filos) que levava cientistas, artistas e personalidades daqueles tempos tão turbulentos a encontrar novas respostas e novos caminhos para antigos problemas que até hoje nos atormentam. E assim, aos muitos trancos e barrancos, o mais nobre dos sentimentos humanos sobrevive com toda a sua força, nos mostrando que não há tanque ou canhão do Exército, repressão ou luta armada que o faça diminuir ou morrer!


Tão grandes as diferenças e tão difíceis os tempos para viver tão grande amor!
 
    Abraços a todos... E até a próxima!

2 comentários:

  1. Gostei muito do blog, Lais. Parabéns.

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  2. texto bom e de certa forma surpreendente
    como disse o próprio Civita:
    "Sempre digo aos marqueteiros e aos publicitários: vocês, sem perceber, são os alicerces da democracia. Pensem bem nisso. Porque sem propaganda não há imprensa livre, não há multiplicidade de vozes na sociedade, não há mídia de massa. Haveria mídia do governo, e só. A democracia depende de imprensa livre; a imprensa livre depende da propaganda e a propaganda depende do sistema de mercado. Então, não há como separar essas coisas. Mas as pessoas que estão no ramo esquecem isso todos os dias."

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